Profile
| User: | nixmelpomene (1449526) Amarcord
ou Sonata de Outono |
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| Name: | Nix | |
| Website: | Gritos e Sussuros | |
| Location: | São paulo, São Paulo, Brazil | |
| Birthdate: | 1983-02-25 | |
| Bio: | Sobre Nix Depois de Caos, vazio primordial e escuro que precedeu toda a existência, surgiu Gaia (= Géia ou Gê), "a mãe de todos"; depois, vieram Tártaros e Eros; logo a seguir, Érebo e Nix. Essas poderosas divindades primitivas começaram a existir, aparentemente, a partir de simples "desdobramentos", sem a ajuda de qualquer união sexual. Originaram, posteriormente, os deuses propriamente ditos, ou através de mais "desdobramentos" ou, então, unidos em amor... No princípio, aparentemente, não havia luz, e os primeiros momentos da criação ocorreram no escuro. Da linhagem de Érebo e de Nix vieram a luz e diversas divindades abstratas, de grande influência na vida dos mortais. Érebos e Nix As duas últimas divindades primordiais a emergir do Caos, simbolizam, de diferentes formas, as trevas primitivas. Érebo é, aparentemente, a escuridão profunda que se formou no momento da criação, e mais tarde ficou localizada no mundo subterrâneo; Nix, a noite, representa a escuridão situada logo acima de Gaia ou ainda a região do não ser. Inicialmente, Nix uniu-se a Érebo, e dessa união nasceram Éter e Hemera, as primeiras entidades luminosas de um mundo até então totalmente escuro: — Éter é a luminosidade pura e brilhante da região superior da atmosfera, próxima à abóbada celeste; — Hemera personifica o dia, isto é, a luz que brilha logo acima da terra. Depois da breve união com Érebo, Nix desdobrou-se espontaneamente e gerou outras divindades. As mais importantes foram as Hespérides, as Moiras, Nêmesis, Éris, Lete e Tânato. Sobre Melpômene As Musas eram deusas que personificavam e presidiam o pensamento em todas as suas formas. Seu número variou ao longo do tempo e, embora Hesíodo já as tivesse descrito como nove no séc. VIII a.C., esse número fixou-se apenas na época clássica. Seus nomes eram Clio, Euterpe, Tália, Melpômene,Terpsícore, Erato, Polímnia, Urânia e Calíope: "Glória", "Alegria", "Festa", "Dançarina", "Alegra-coro", "Amorosa", "Hinária", "Celeste" e "Belavoz". Primitivamente, as musas parecem ter sido divindades campestres, relacionadas a festas alegres, fontes e nascentes; só mais tarde foram consideradas deusas da Literatura e das Artes. Eram filhas de Zeus e Mnemósine: Zeus, "pai dos deuses e dos homens", representava a ordem universal e o poder fertilizador; Mnemósine, a memória, era filha de Urano e Gaia (o céu e a terra), e uma das várias forças primitivas da Natureza. As musas tinham ânimo sempre alegre, cantavam com voz extraordinariamente bela e dançavam divinamente, acompanhando a lira de Apolo (o deus da Música) nos banquetes dos Olímpicos. Píndaro dizia que a lira era igualmente partilhada por elas e por Apolo; outras versões sustentam que nenhum instrumento lhes era especificamente consagrado. Pouco antes da época clássica passaram a personificar a poesia, o canto, a dança e as demais artes. Habitavam a Piéria, próxima ao Olimpo (Tessália), e o monte Helicon (Beócia), mas estavam sempre no Olimpo, com os deuses. Ficavam também no Monte Parnaso (Fócida), onde faziam parte do cortejo de Apolo. Eram cultuadas principalmente na Piéria e no Monte Helicon, daí os freqüentes epítetos de Musas Piéricas ou Helicônias. A Arte:As musas eram geralmente representadas como moças de rosto grave ou sorridente, vestidas com longas roupas flutuantes e um manto, e com seus atributos (lira, máscara, livro, etc.) — que aliás variavam bastante: Melpômene: ARTES RELACIONADAS história comédia poesia amorosa música hinos, poesia lírica epopéia, eloqüência dança e canto astronomia tragédia ATRIBUTOS livros/ rolos máscara teatral (cômica) declamação, lira/ cítara flauta atitude de meditação estilete e tabuinhas lira globo e compasso máscara teatral (trágica) Sobre Monnaliza Sou Eu Sou eu, eu mesmo, tal qual resultei de tudo, Espécie de acessório ou sobressalente próprio, Arredores irregulares da minha emoção sincera, Sou eu aqui em mim, sou eu. Quanto fui, quanto não fui, tudo isso sou. Quanto quis, quanto não quis, tudo isso me forma. Quanto amei ou deixei de amar é a mesma saudade em mim. E, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco inconseqüente, Como de um sonho formado sobre realidades mistas, De me ter deixado, a mim, num banco de carro elétrico, Para ser encontrado pelo acaso de quem se lhe ir sentar em cima. E, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco longínqua, Como de um sonho que se quer lembrar na penumbra a que se acorda, De haver melhor em mim do que eu. Sim, ao mesmo tempo, a impressão, um pouco dolorosa, Como de um acordar sem sonhos para um dia de muitos credores, De haver falhado tudo como tropeçar no capacho, De haver embrulhado tudo como a mala sem as escovas, De haver substituído qualquer coisa a mim algures na vida. Baste! É a impressão um tanto ou quanto metafísica, Como o sol pela última vez sobre a janela da casa a abandonar, De que mais vale ser criança que querer compreender o mundo - A impressão de pão com manteiga e brinquedos De um grande sossego sem Jardins de Prosérpina, De uma boa-vontade para com a vida encostada de testa à janela, Num ver chover com som lá fora E não as lágrimas mortas de custar a engolir. Baste, sim baste! Sou eu mesmo, o trocado, O emissário sem carta nem credenciais, O palhaço sem riso, o bobo com o grande fato de outro, A quem tinem as campainhas da cabeça Como chocalhos pequenos de uma servidão em cima. Sou eu mesmo, a charada sincopada Que ninguém da roda decifra nos serões de província. Sou eu mesmo, que remédio! ... Álvaro de Campos | |
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